Foto: Jardiel Carvalho/CPN. - Wikipedia
Em 4 de janeiro de 1990, a Lei Municipal 10.831/1990 oficializou o Carnaval de São Paulo e atribuiu à Prefeitura, por meio da Anhembi S.A., a organização dos desfiles. O projeto do novo espaço — batizado de Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo — foi uma doação do arquiteto Oscar Niemeyer à cidade de São Paulo e aprovado em 30 de maio do mesmo ano. A obra começou ainda em 1990 e, em 1º de fevereiro de 1991, o sambódromo foi inaugurado.
O nome oficial presta homenagem ao sambista e comediante Grande Otelo, falecido em novembro de 1993. A pista de desfiles leva o nome do sambista Adoniran Barbosa.
A construção e as reformas
A inauguração aconteceu ainda sem as arquibancadas definitivas — estruturas provisórias desmontáveis garantiram capacidade para 25 mil pessoas e 52 camarotes naquele primeiro carnaval. Em 1º de novembro de 1991 começaram as obras das arquibancadas permanentes. Em 1992, cinco módulos de concreto já ampliavam a capacidade para 10 mil assentos fixos, e em fevereiro de 1996 os dez setores foram finalmente concluídos, levando a capacidade a 32 mil pessoas.
A passarela tem 530 metros de comprimento e 14 metros de largura, com piso de concreto estrutural antialagamento. Os icônicos refletores curvados ao longo da pista — como se reverenciassem quem desfila — tornaram-se a marca visual do projeto de Niemeyer. Em 2004, a área de concentração ganhou infraestrutura fixa, dando origem à Arena Anhembi.

Gestão e novos tempos
Por décadas gerido pela São Paulo Turismo (SPTuris), o sambódromo teve sua administração transferida em janeiro de 2022 para a GL events, empresa que venceu a concessão de 30 anos. A companhia assumiu a responsabilidade pela reforma, manutenção, operação e exploração comercial das estruturas, com promessas de ampla revitalização do complexo.
Além do carnaval, o espaço sedia o Desfile Cívico e Militar de 7 de Setembro (desde 1998), recebeu etapas da Fórmula Indy (2010–2013), X-Games, além de grandes shows de artistas como Miley Cyrus e Britney Spears.
Maiores campeãs do Anhembi — por número de títulos
Contagem considerando apenas os desfiles no Sambódromo (1991–2026). Anos de empate contam como título para cada escola envolvida.

Campeãs ano a ano no Anhembi (1991–2026)
| ANO | ESCOLA(S) CAMPEÃ(S) |
|---|---|
| 1991 | Rosas de Ouro empate & Camisa Verde e Branco empate |
| 1992 | Rosas de Ouro |
| 1993 | Vai-Vai empate & Camisa Verde e Branco empate |
| 1994 | Rosas de Ouro |
| 1995 | Gaviões da Fiel |
| 1996 | Vai-Vai |
| 1997 | X-9 Paulistana |
| 1998 | Vai-Vai |
| 1999 | Vai-Vai empate & Gaviões da Fiel empate |
| 2000 | Vai-Vai empate & X-9 Paulistana empate |
| 2001 | Vai-Vai empate & Nenê de Vila Matilde empate |
| 2002 | Gaviões da Fiel |
| 2003 | Gaviões da Fiel |
| 2004 | Mocidade Alegre |
| 2005 | Império de Casa Verde |
| 2006 | Império de Casa Verde |
| 2007 | Mocidade Alegre |
| 2008 | Vai-Vai |
| 2009 | Mocidade Alegre |
| 2010 | Rosas de Ouro |
| 2011 | Vai-Vai |
| 2012 | Mocidade Alegre |
| 2013 | Mocidade Alegre |
| 2014 | Mocidade Alegre |
| 2015 | Vai-Vai |
| 2016 | Império de Casa Verde |
| 2017 | Acadêmicos do Tatuapé |
| 2018 | Acadêmicos do Tatuapé |
| 2019 | Mancha Verde |
| 2020 | Águia de Ouro |
| 2021 | Cancelado — pandemia |
| 2022 | Mancha Verde |
| 2023 | Mocidade Alegre |
| 2024 | Mocidade Alegre |
| 2025 | Rosas de Ouro |
| 2026 | Mocidade Alegre |
